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Monumentos da cidade homenageiam Dia da Abolição da Escravidão e celebram respeito aos pretos velhos

última modificação - 13/05/2021 às 9:35:08

A Praça dos Pretos Velhos, em Inhoaíba, na Zona Oeste, é um importante ponto de celebração das religiões afro-brasileiras. Em 13 de maio de 1958, para marcar os 70 anos da abolição da escravatura no Brasil, foi inaugurado no local o Monumento ao Preto Velho. A escultura é uma homenagem a Joaquim Manuel da Silva, o Paizinho Quincas, um ex-escravizado muito popular na região, que morreu aos 109 anos. A praça, que abriga ainda a escultura de Tia Maria, representando o culto aos pretos velhos, é um dos pontos da cidade com monumentos em referência à data, que desde os anos 1970 ganhou um novo significado, reforçando a conscientização em relação à cultura negra e o combate ao racismo e às desigualdades.

A escultura em homenagem a Paizinho Quincas, criada por Miguel Pastor, é feita em bronze, com pedestal de concreto revestido de pastilha. Além de ser o primeiro monumento de caráter religioso implantado no espaço público em reconhecimento à simbologia e imponência da religião afro-brasileira, a escultura marca o local da Festa Cívico-Religiosa do Preto Velho, que faz parte do calendário oficial de eventos do Rio, sendo realizada anualmente nos dias 13, 14 e 15 de maio.

 

A estátua da Princesa Isabel – Divulgação / Prefeitura do Rio

 

A Secretaria Municipal de Conservação, por meio da Gerência de Monumentos e Chafarizes, faz a manutenção de vários monumentos que remetem à abolição. A estátua da Princesa Isabel fica em Copacabana, na avenida que leva o nome da herdeira do Império do Brasil. De autoria do artista Edgar Duvivier, a peça em bronze tem pedestal de mármore e foi inaugurada em 13 de maio de 2003.

Em Campo Grande, na Rua Agripina Guimarães, há três monumentos que remetem ao 13 de maio, todos assinados por Miguel Pastor e inaugurados em 1960. O Marco a Abolição é composto por dois monolitos, ambos feitos em concreto, revestidos de mármore e com imagens em argamassa: o Ventre Livre I traz uma figura masculina com os braços erguidos, soltando de uma corrente, enquanto o Ventre Livre II mostra uma figura feminina com uma criança no colo, as mãos para o alto e o ventre vazado.

 

O Painel dos Abolicionistas, feito em concreto – Divulgação / Prefeitura do Rio

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